A arte da imperfeição

Li duas vezes, o livro de Brené Brown, “A arte da imperfeição” e terminei de ler, também, seu outro livro, “A coragem de ser imperfeito”. São sensacionais e super recomendo!

Porém, independente da recomendação, me proponho a compartilhar trechos do 1º livro, para fomentar uma reflexão acerca de conceitos naturalmente abafados, pela tendência que temos de nos afastarmos do enfrentamento.

Quanto ao desafio do enfrentando, vale lembrar que, é difícil olhar de frente os impedimentos da vida, pois quando nos propomos à essa tarefa, estamos nos comprometendo com duas questões que demandam coragem.

A primeira delas, diz respeito ao abandono da culpabilização do outro e a segunda, como efeito, a apropriação da auto responsabilidade. Isso é suficiente para nos mantermos afastados do enfrentamento. Porém, vale ressaltar que essa dinâmica de resistência, garante a manutenção do estado de refém, pois continuamos dependentes emocionalmente de um Outro que, em geral, não possui o poder de nos libertar.

 

Sendo assim, convido você à nossa primeira reflexão no bate papo com Brené Brown, formada em Serviço Social, pesquisadora e escritora.

“Durante o processo de reunir milhares de depoimentos de diversos homens e mulheres de todo o país, com idade entre 18 e 87 anos, enxerguei padrões sobre os quais quis saber mais. Sim, todos nós lutamos contra a vergonha e o medo de não sermos suficientes. E, sim, muitos de nós temos medo de deixar o verdadeiro eu ser visto e conhecido. Mas nesse grande amontoado de informação também havia histórias e mais histórias de homens e mulheres com vidas surpreendentes e inspiradoras.

Vidas que contavam sobre a força que existe em aceitar a imperfeição e a vulnerabilidade. Aprendi que existe uma relação indissociável entre alegria e gratidão, e que coisas que considero comuns, como descanso e lazer, são vitais para nossa saúde tanto quanto alimentação e atividade física. Esses participantes da pesquisa confiavam em si mesmos e falavam de autenticidade , amor e integração de uma forma totalmente nova pra mim.

Ao começar a analisar as histórias, eu procurava temas recorrentes. Percebi que os padrões geralmente caíam em uma de duas colunas; para simplificar, chamei essas colunas de Sim e Não. A coluna Sim estava repleta de palavras como valor, descanso, lazer, confiança, fé, intuição, esperança, autenticidade, amor, integração, alegria, gratidão e criatividade. A coluna Não trazia palavras como perfeição, alienação, certeza, exaustão, autossuficiência, ser descolado, ajuste, crítica e escassez. 

Eu me sentei na cadeira vermelha da minha sala de café e encarei essas duas listas por um longo tempo. Lembro-me que em certo momento estava sentada ali, com lágrimas nos olhos e a mão cobria a boca, como se alguém tivesse acabado de me dar uma má notícia. 

E, na verdade, era uma má notícia. Pensei que descobriria que pessoas que vivem plenamente seriam como eu e fariam as mesmas coisas que eu fazia; trabalho duro, seguindo regras, repetindo algo até acertar, sempre tentando se conhecer melhor, criando os filhos de acordo com as regras…

Após estudar durante uma década tópicos difíceis como vergonha, eu realmente acreditava que merecia a confirmação de que ‘estava vivendo corretamente’.

Mas eis a dura lição que aprendi naquele dia (e em todos os dias desde então):”

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Qual a relação desse papo com nosso tema “EmagreSer Integral”?
A relação é total, na medida em que, o emagrecimento depende muito mais de nossa capacidade de acolher a vulnerabilidade com ternura e generosidade, do que, simplesmente, seguirmos regras superficiais e desconectadas com o nosso Ser!
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Então… o que você pensa e sente, a respeito?

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